A onda de podcasts

Anos atrás, o podcast era quase um universo indie fechado em notícias, fofocas e entrevistas de jornais ou estações de rádio. A Apple foi a pioneira em massificar o formato com o iTunes; depois, outros serviços entraram na fila com um conteúdo mais diversificado. Daí, o recurso virou um ímã não só para o público como também para outras gigantes, como Google, Amazon, Spotify e, agora, Twitter.

Um relatório da Reuters diz que a proporção de consumo de podcasts alavancou em 2019 nos principais países, embora tenha sofrido queda de até 20% na pandemia. O fato de tratarem assuntos com profundidade e simplicidade foi descrito por 50% dos entrevistados como atrativo em relação a outras mídias. O maior volume desse conteúdo é transmitido pelo Spotify, seguido da Apple e da Google.

A firma de consultoria Deloitte estima que até 2025 esse mercado alcance a margem de USD 3,3 bilhões caso continue se expandindo globalmente. Os EUA estão entre os principais motores, ao exibirem a marca de pelo menos 104 milhões de ouvintes em um único mês — quase o dobro do total de 2016.

Em 2020, a indústria dos podcasts gerou USD 1,3 bilhão de receita só com anúncios; essa grana levantada é dividida em boa parte com os criadores e as plataformas. Já no universo da música são outros quinhentos: a maioria das canções existentes no planeta pertence a apenas três gravadoras, que recebem 70% da receita dos streamers.

Esse movimento das gigantes no terreno dos áudios só deve crescer, em especial com conteúdo exclusivo e dedicado a nichos específicos.


Fonte: The BRIEF