O que as Escolas de Negócios Não Ensinam

Este artigo é destinado aos gestores que buscam respostas concretas para problemas do dia a dia, mas que não as encontram entre os principais nomes das escolas de negócios.

Insight #1: A gestão orientada por princípios

Nos últimos anos, a busca por um propósito na gestão das empresas cresceu de forma estrondosa. Profissionais não esperam apenas um lugar para trabalhar com bons salários e benefícios, mas também querem estar em um lugar com algum significado em suas vidas.

As corporações que mais se atentaram a isso dedicaram-se a deixar claro qual era seu propósito, evitando assim contratações equivocadas.

Num mundo que passa por uma transformação sem paralelo na história recente, com revolução tecnológica constante, tudo fica mais rápido também no ambiente de trabalho. As pendências precisam ser resolvidas de maneira rápida, fator que levou maior instabilidade às vagas em todos os setores.

Quantas empresas você não viu surgirem e desaparecerem de uma hora para outra? Não há mais os mesmos valores de se permanecer na mesma empresa por décadas, visando à aposentadoria. Há algo a mais sendo buscado.

E quem não entender o quanto os princípios de uma empresa são fundamentais para sua sobrevivência vai ficar pelo caminho.

Insight #2: A arte de fazer perguntas transformadoras

As perguntas transformadoras são valorizadas há muito tempo. Desde o filósofo Sócrates, chegando a Albert Einstein, muita gente sábia demonstrou a importância de perguntar. Não existe pergunta boba, existe a falta de conhecimento preenchido pelo questionamento. E é a partir dele que surgem as grandes revoluções da sociedade.

Toda a doutrina de Sócrates, por exemplo, está baseada nos questionamentos constantes ao status quo da Grécia Antiga. De toda forma, as maiores invenções da humanidade só surgiram porque alguém teve a perspicácia de perguntar os motivos daquilo estar funcionando por tanto tempo de uma única forma.

Não tenha vergonha de perguntar, pois com o aprimoramento de suas dúvidas, você chegará às perguntas que vão transformar seu ambiente, o mercado, e mesmo a vida de todos que trabalham com você.

Insight #3: Criando riqueza com a cumplicidade

Você já ouviu inúmeras vezes que vivemos uma era de intensas mudanças. Por mais que seja repetitivo, é necessário ter este fato em mente para compreender que pensar negócios no século XXI não segue a mesma lógica do pensamento sobre negócios no século XX.

Os impactos das novas tecnologias não atingiram apenas as pessoas comuns, mas também a forma como as empresas lidam com seus funcionários. Por isso, só é possível criar riqueza se houver cumplicidade com todos os envolvidos naquele processo.

Se você ainda acredita que há uma distância entre chefes e colaboradores, está equivocado. A relação horizontal é a melhor forma de conseguir resultados positivos neste mundo cada vez mais hiperconectado.

Quem pensa em liderança vertical está para trás no próprio tempo.

Insight #4: Gestão do ego e outras avenças

É natural que tenhamos mais interesse pelas histórias de sucesso, desprezando ou ignorando aqueles que fracassaram no meio do caminho.

Isso vem desde a infância, quando as fábulas populares valorizam apenas os vencedores e o final feliz é uma regra ao término das histórias.

Essa cultura de valorizar só o sucesso foi levada ao mundo do trabalho. No ambiente corporativo, a competitividade extrema faz com que a ânsia pelo sucesso fortaleça comportamentos egóicos. Esse é o primeiro passo, e o mais comum para perder a mão de toda a equipe.

Se você dispõe de uma equipe na qual o ego é colocado lá em cima, terá disputas internas colocadas acima dos resultados coletivos. Faça com que sua equipe entenda que mesmo nas derrotas há muito a aprender, pois os fracassos deixam lições poderosas para as próximas tarefas e batalhas a serem enfrentadas.

Insight #5: A ascensão das alianças estratégicas

As alianças são fundamentais para que a empresa alcance resultados mais vistosos. Nunca se deve rejeitar os contatos e projetos de outras companhias de antemão, sem estudá-los com a devida profundidade, analisando as possíveis vantagens que sua corporação terá.

Por essência, uma parceria de negócios é a união de partes que, juntas, podem construir algo maior do que quando estão separadas. Não há nada de místico aqui.

É puro pragmatismo. Não deixe para trás as possíveis alianças produtivas eu seu meio de atuação.

Insight #6: Relacionamentos como fonte de poder

Você certamente já ouviu do networking como ferramenta importante para resultados mais notáveis, não é?

Esse anglicismo corporativo é uma ferramenta muito usada quando se buscam colocações no mercado de trabalho. O que pouca gente sabe é que ele tem papel mais abrangente que isso. Ele é responsável por transformações permanentes em muitas empresas.

A economia está cada vez mais interconectada. Podemos saber o que aconteceu na bolsa de valores do outro lado do mundo e as variações têm impacto direto em nossa disponibilidade de recursos para consumo e venda.

Com a tecnologia onipresente e os relacionamentos virtuais interferindo diretamente no dia a dia, estamos todos muito próximos, ainda que por um clique em uma tela do celular.

Daí a importância cada vez maior de cultivar boas relações interpessoais. Valorize seus contatos e jamais os subestime. Mais dia, menos dia, eles poderão ser fundamentais para seu crescimento individual ou corporativo. A imagem construída ao longo dos anos será sua única matéria-prima.

Insight #7: Pessoas comuns, resultados extraordinários

Nem todo mundo tem o talento de Messi ou de Cristiano Ronaldo. É um grupo restrito que atinge um nível de excelência em seus setores de atividade.

Se você sonhar com uma equipe composta apenas por profissionais excepcionais, cometerá um grande erro.

A realidade vista por companhias de todo porto é ter pessoas comuns que atingem resultados extraordinários devido ao incentivo no ponto certo por parte de seus líderes. Elas dão seu máximo e, por vezes, até o extrapolam.

É impossível ter apenas os craques de cada área trabalhando com você. Procure valorizar os funcionários com habilidades que não passam da média em seus talentos e faça-os se sentirem membros da melhor das equipes.

Insight #8: Liderar é… sonhar, com um parafuso a mais

As árvores não crescem até o céu. Elas têm um limite.

O mesmo se dá com o ciclo de sucesso das empresas e seus funcionários. Ninguém é capaz de crescer indefinidamente. Derrotas e limitações virão em algum momento da trajetória.

Por isso, a verdadeira liderança é sonhadora, sim, mas com a noção de que não serão apenas vitórias por todo o tempo que marcarão uma trajetória de sucesso em qualquer área.

Os mais bem-sucedidos profissionais que você conhece passaram por reveses, alguns por terem chegado ao topo e de lá não ter mais para onde ir. Ter um parafuso a mais é nunca tirar os pés do chão, mesmo enquanto estiver voando.

Insight #9: Gestão orientada para servir (GOS)

A Gestão Orientada para Servir é usada para colocar em prática a excelência no atendimento ao público, em toda e qualquer área.

Você certamente já se deparou com serviços de telemarketing, pós-vendas ou mesmo cancelamento de serviços e notou que os anúncios  que intitulavam tal companhia como respeitadora de seus clientes era pura balela.

Pois a GOS foge das meias verdades ensinadas nas escolas de negócios e perpetuadas pelo mundo corporativo. Respeitar os clientes é fundamental para a imagem da companhia ser bem vista e não receber reclamações pública nos meios digitais, ouvidoria e outras formas de comunicação.

A Gestão Orientada para Servir não deixa que problemas fiquem sem solução. Se for necessário recorrer ao mais alto escalão da empresa para o cliente não ficar na mão, que seja feito. O foco é servir o cliente de maneira respeitosa, servindo-o, não apenas mirando seu bolso.

Não é só a venda que importa para quem adere à Gestão Orientada para Servir.

Insight #10: O que não muda quando tudo muda

Finalizamos falando, outra vez, de mudanças. Ninguém questiona que elas ocorrem já há algum tempo, tampouco há algum disposto a prever quando tudo vai parar de mudar no mundo corporativo, se isso for possível.

Líderes de empresas se veem atordoados com a dinâmica de mudanças atuais e hipervalorizam as novas possibilidades de negócios. Tentam estar sempre à frente do tempo, lançando novas tendências, produtos e serviços, ainda que isso seja desnecessário.

Mas a essência do mundo dos negócios não muda. Ela é a essência da vida em sociedade, quando nos dispomos a recorrer às empresas para adquirir produtos e serviços capazes de melhorar nossa vida ou nos proporcionar conforto.

Acompanhar as mudanças de nosso tempo é bem diferente de buscar algo além da essência da vida, um valor imutável. Quem você é e quem sua companhia é em essência não pode ser modificado por revolução alguma.


Este microbook é um resumo original baseado no livro: O que as Escolas de Negócios Não Ensinam : Insights Sobre o Mundo Real de Gladiadores da Gestão

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-8550808222

Fonte: https://web.12min.com/book/60757