O que é transformação disruptiva?

Quando falamos de disrupção, trata-se de uma palavra muito mal empregada e interpretada nas últimas décadas por uma série de empresas. Há maneiras adequadas de trabalhar uma verdadeira transformação disruptiva, aproveitando-a em sua totalidade.

A verdadeira disrupção não se resume somente a inovar, agir rapidamente, não está voltada apenas a questões tecnológicas e startups. Também há elementos comuns em todo trabalho de transformação disruptiva.

Em suma, para entender o que é disrupção, também precisamos ter bom conhecimento sobre o que não é disrupção.

Não é só inovação

A inovação é uma prática mais fácil que a disrupção. Quando uma empresa deseja que a inovação funcione como um processo administrado com o mínimo de disrupção em seu status quo, ela não está verdadeiramente comprometida com as mudanças necessárias.

Há casos em que os diretores só aprovam projetos com retornos de investimentos a curto prazo e mesmo assim pensam que estão mudando toda a política da empresa trabalhada em uma cultura organizacional de décadas.

Em casos como este, podemos comparar a inovação ao botão soneca, tão conhecido por quem é acordado pelo despertador nas primeiras horas do dia. Aqui, a inovação apenas empurra a disrupção para um futuro distante, que possivelmente nunca irá chegar.

E assim como a disrupção verdadeira não se resume apenas à inovação, tampouco será apenas com novas tecnologias que ela será alcançada.

Não se trata de tecnologia

Raramente uma nova tecnologia cria automaticamente a disrupção em algum setor. Em diversas casos é a aplicação adequada de uma nova tecnologia que cria a disrupção em um setor.

Um exemplo prático é a Uber: trata-se de um aplicativo simples, visando a conectar motoristas e passageiros. A nova tecnologia em si, não causou disrupção, mas seu uso, entendendo como o cliente se comportava e o que ele queria, gerou profundas transformações em costumes. Já não olhamos mais para os táxis como antes. Ninguém ousa tirar os aplicativos de transporte individual do celular.

E é importante ressaltar o quanto essas mudanças nem sempre acontecem de uma hora para outra, tampouco é possível prevê-las, como uma fórmula pronta a ser seguida.

Nem sempre é rápida e imprevisível

Toda disrupção é um processo lento, não há mudanças profundas do dia para a noite. A autora cita o exemplo de comum a empresas que dão  o prazo de seis meses para implantar verdadeiras inovações disruptivas.

Quando não atingem esta meta irreal, refutam toda ideia de trabalho que fuja da cartilha tradicional e as coisas seguem como estão, dando brechas para ser engolidas por todas aquelas que trabalham as inovações disruptivas de maneira adequada.

Se estudamos a fundo grandes mercados que tiveram mudanças disruptivas, como o das gravadoras musicais, por exemplo, notamos todo o processo demora muitos anos até que os grandes conglomerados se deem conta de que há uma mudança drástica acontecendo aos poucos. E quem não se der conta, vai ficar para trás.

Não é apenas para startups

Costuma-se classificar uma empresa como disruptiva ao pensar em uma startup que desafia companhias consagradas, consolidadas no mercado.

As grandes empresas, quando conectadas a seu tempo, atentas às tendências, mudanças de comportamento e longe da conformidade com o status atual, podem aplicar a cultura da disrupção. Na verdade, deveriam fazer isso com maior frequência.