A Nova Economia

Nova economia é uma expressão criada no final da década de 1990, para descrever o resultado da transição de uma economia baseada na indústria para uma economia baseada nos serviços. O uso dessa expressão foi bastante popular no final dos anos 1990, quando ocorreu a chamada bolha das empresas ponto com.

A chamada “nova economia” é composta basicamente por quatro tipos de negócios:

  1. Os Criativos (que trabalham com bens intangíveis e ganham dinheiro com o que gostam);
  2. Os Sociais ou de Impacto (com foco focados no impacto que geram na sociedade);
  3. Os Escaláveis (bastante escaláveis e com alta materialização do lucro) e, por fim;
  4. os Inovadores corporativos (empreendedores com crachá e/ou empregados que empreendem com o dinheiro dos acionistas).

A nova economia apresenta características próprias e um tanto quanto distintas da que atualmente estamos condicionados. Outro conceito interessante é também o da Economia Criativa, que segue princípios semelhantes mas é um pouco diferente.

Nela, há a presença de ciclos mais curtos. Especialistas acreditam que os negócios mais bem-sucedidos devem durar entre três e cinco anos com sua fórmula inicial, sendo obrigado a mudar a forma de negócio após esse período, adequando-se a realidade do momento. Nela, ocorrerá uma nova relação das pessoas com o trabalho, com a possibilidade dos funcionários pensarem e executarem novos projetos e não só obedecer ordens e seguir tarefas repetitivas. Além disso, a necessidade de se elaborar produtos e serviços cada vez mais rápido e barato estará bem presente, além da necessidade de se entender que os erros serão mais frequentes e as falhas devem servir de aprendizado para futuros negócios e não para a desistência.

Os desafios das empresas serão, entre outras coisas, a criação de marcas que se adaptem às mudanças no negócio sem que ocorra a perda de sua essência, preservando assim o seu propósito e autenticidade. O próprio conceito de sucesso mudou. Atualmente, não trata-se apenas de quem ganha mais dinheiro, mas sim de quem consegue equilibrar o trabalho com uma boa qualidade de vida e realização de um propósito. Além disso, a educação está mais ligada ao meio externo, prático, mãos à obra e menos aos cursos e salas de aulas com conteúdos teóricos.

No novo mercado, o desempenho de uma empresa ou de um empreendedor dependia, por vezes, da demanda de mercado. Hoje já é possível criar uma demanda e, assim, obter sucesso. Um exemplo disso é o mercado de smartphones; Em 2005 ninguém tinha ou pensava em ter o dispositivo, contudo hoje, é quase impossível você não ter um aparelho. Neste caso, uma demanda foi criada.

A palavra que pode ajudar a definir a nova economia é disruptura, que acredita em um rompimento com o velho mercado e a abertura para o novo, mais tecnológico, flexível e prático.

Fonte: https://meusucesso.com/artigos/operacoes/nova-economia-entenda-a-mudanca-no-comportamento-do-seu-consumidor-1827/