EdTechs e a nova era da educação no Brasil

A educação tradicional, com alunos sentados anotando o que o professor diz ou escreve na lousa, está perdendo espaço no Brasil. No seu lugar, surgiram métodos de ensino inovadores e tecnológicos, coerentes com o mundo cada vez mais digital em que vivemos. Estamos vivendo a era da educação 4.0 com as  EdTechs!.

Não por acaso, essa tendência favoreceu o surgimento das EdTechs, startups que unem tecnologia e educação. O objetivo delas é instituir formas de ensino mais atrativas aos estudantes. Com o auxílio de aplicativos, cursos online, realidade virtual, inteligência artificial, gamificação e outras ferramentas, elas auxiliam os alunos a reter mais conteúdo em menos tempo.

Porém, como as necessidades das pessoas que procuram por uma instituição de ensino mudaram, novas áreas surgiram para preencher esses gaps do mercado.

Empresas que estão surfando na educação 4.0

Para estimular essas empresas a se desenvolverem e aprimorarem suas habilidades, o InovAtiva Brasil, maior programa de aceleração de startups da América Latina, entre 2016 e 2018, acelerou 56 startups da área de educação.

Neste mesmo período, quatro EdTechs foram escolhidas como destaques por suas ideias inusitadas: Voopyn.com, ambiente virtual de desenvolvimento e identificação de talentos universitários; Enem Game, jogo multiplayer online de perguntas e respostas; Redação Online, primeira plataforma de correções de redação do Brasil; e BRG Educacional, que auxilia instituições de ensino superior na captação de alunos por meio de uma plataforma online de orientação profissional.

As mudanças de necessidades e requisitos no mercado de trabalho também esbarram na carência do desenvolvimento das soft skills – habilidades que serão diferenciais cada vez mais buscados, conforme apontado pelo estudo global Digital Transformation 2017, da Capgemini, onde 60% das empresas já sofrem com carência destas habilidades em suas equipes.

Educação e inovação – o princípio das EdTechs

A princípio, é possível apontar que o ambiente educacional brasileiro também atrai os ventos da inovação. Um levantamento da Associação Brasileira de Startups, realizado em parceria com o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB), por exemplo, apontou que o segmento de educação lidera, em quantidade, o número de startups do país: são 748 companhias.

E elas estão divididas entre os mais variados segmentos, como aponta o Estudo de Mapeamento das EdTechs no Brasil.

Dados do Estudo de Mapeamento das EdTechs no Brasil.

Além disso, ele também aponta as principais tecnologias utilizadas por elas:

Dados do Estudo de Mapeamento das EdTechs no Brasil

As EdTechs são o futuro da educação?

No Mapeamento Edtech 2018, realizado pela Abstartups em parceria com a CIEB, foram mapeadas 364 empresas na categoria Edtech Brasil em todo o país.

Dessas, 61,6% atuam com produção de conteúdo e 18,95% com coleta de dados e processos, enquanto o restante se divide entre gestão de informações, realidade virtual e aumentada, simulados e avaliações, entre outras categorias.

Logo, as soluções das EdTechs vão desde plataformas de aprendizado online até o desenvolvimento de jogos educacionais.

Em nível global, o mercado de EdTechs cresce 17% ao ano e deve alcançar o faturamento de US$ 252 bilhões até 2020, de acordo com o relatório EdTechXGlobal.

Um artigo publicado pelo Journal of Science Education and Technology, em 2017, mostrou que estudantes do ensino fundamental conseguiram aprender sobre ciência, tecnologia, engenharia e matemática de maneira mais fácil do que o esperado por meio da robótica. Ou seja, da introdução de uma tecnologia para o desenvolvimento do aprendizado. Vale a pena pensar sobre isso!

Fonte: https://blog.vindi.com.br/edtechs-e-a-nova-era-da-educacao-no-brasil/